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domingo, 13 de maio de 2018

Imagens de Maria e São José choram em comunidades dos Arautos do Evangelho

Transcorridos 100 anos das aparições de Nossa Senhora em Fátima, muitos esperavam alguma manifestação sobrenatural da Mãe de Deus que confirmasse as anteriores advertências feitas em 1917 aos três pastorinhos, Lúcia, São Francisco e Santa Jacinta.
Não tendo o mundo dado ouvidos aos pedidos feitos então, era de se esperar algo que sacudisse a consciência desta humanidade pecadora e adormecida que nenhum aviso do Céu parece ser capaz de despertar.
E, se os homens não se importam com as advertências vindas do Alto, também Deus parece ter voltado as costas para este mundo, deixando que os acontecimentos corram por si, arrastando a civilização contemporânea para um futuro incerto e pouco auspicioso, em meio às convulsões do caos, das guerras e da violência.
Tal situação tem levado muitas almas a se perguntarem angustiadas se não teria Deus abandonado o mundo à sua própria sorte. Mais terrível que os estertores do caos contemporâneo é, para essas almas, esse aparente silêncio da Providência, ausentando-se do curso dos acontecimentos.
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Porém, Deus, que é o verdadeiro senhor da História, tem os seus desígnios insondáveis e espera pacientemente a hora mais adequada para intervir. Umas vezes, o faz através de fenômenos naturais, outras por meio de fenômenos sobrenaturais. É preciso, pois, estar atento aos sinais dos tempos.
As lacrimações inexplicáveis de imagens da Santíssima Virgem e de São José ocorridas na Costa Rica e na Guatemala, bem podem ser desses sinais da Providência?
Foi assim que, recentemente, no dia 25 de abril p.p, na Casa de Formação dos Arautos do Evangelho, em S. José Pinula, nas proximidades da cidade da Guatemala, cerca das 15h30 um jovem aspirante da instituição constatou com surpresa que dos olhos virginais da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima corriam abundantes lágrimas.
Imediatamente correu a chamar os seus companheiros de estudos e o superior da casa, que constataram igualmente surpresos o inexplicável fenômeno, de cuja origem sobrenatural ninguém duvidou.

De si, o fato já é completamente extraordinário. E se tivesse ficado por aqui, já seria suficiente para comover o coração de qualquer fiel. Mas os sinais do Céu não pararam.
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Também em San José, da Costa Rica, na Casa dos Arautos do Evangelho, se repetia idêntico fenômeno. Uma imagem peregrina começara a verter abundantes lágrimas.
O jovenzinho que primeiro presenciou o fenômeno foi chamar o seu encarregado, avisando-o do ocorrido. E advertiu-o de que outra imagem iria também verter lágrimas. E que na Guatemala idêntico fato ocorreria igualmente.
Ante a constatação dos fatos perguntaram a esse jovem aspirante como sabia com tanta certeza do que se estava passando. Ao que ele respondeu que era uma senhora muito bondosa que lho dizia.
Uma extraordinária lacrimação ocorreu também num quadro da Mãe do Bom Conselho no dia 26 de abril, celebração da sua festa litúrgica, também na Costa Rica, na casa dos Arautos do Evangelho, e na Guatemala uma imagem de São José verteu copiosas lágrimas.
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Na Espanha, foi uma pequenina imagem de Nossa Senhora de Fátima, adquirida no Santuário de Fátima, em Portugal, por uma menina que frequentava os programas de formação do ramo feminino dos Arautos de Evangelho, que durante a viagem de regresso verteu lágrimas de sangue.
No total, são já 11 imagens que derramaram lágrimas em abundância.
As fotos que aqui são publicadas são mais eloquentes do que qualquer discurso, pelo que deixamos por conta do perspicaz leitor a interpretação de fenômeno tão extraordinário e único na história contemporânea. Que uma imagem vertesse lágrimas, já no passado se tinha visto em não poucas circunstâncias. Mas que 11 imagens derramem lágrimas quase simultaneamente e dentro da mesma instituição é algo realmente inédito.
Nova e mais veemente advertência ao mundo, às vésperas de celebrar os 101 anos das aparições de Fátima? Mas, não é também um sinal de alento para aqueles que põem sua esperança na Mensagem de Fátima e nas promessas de triunfo do Imaculado Coração de Maria?
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Deus, manifestando-se através das imagens de sua Santíssima Mãe e de São José, não está de costas para o mundo, mas faz ouvir de forma mais veemente seus passos na História.
É o Senhor que se aproxima. Felizes daqueles a quem o seu Senhor encontrar preparados.
Por José Antonio G. Dominguez, correspondente da Gaudium Press no México. 


Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, link: http://www.gaudiumpress.org/content/94856-Imagens-de-Nossa-Senhora-e-Sao-Jose-choram-na-Casa-dos-Arautos-do-Evangelho#ixzz5Ex29Y8wa 
Paulo Eduardo Roque Cardoso
Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Quem como Deus?

AUTOR: PE. PEDRO MORAZZANI ARRÁIZ, E.P
18Os anjos foram dotados por Deus de inteligência perfeitíssima e, no entanto, pecaram, revoltando-se contra seu Criador. Mistério do mal... São Miguel, por sua fidelidade, recebeu em prêmio a missão de proteger a Santa Igreja.
Todos os domingos, um incontável número de fiéis no orbe católico canta ou recita durante a celebração da sagrada Eucaristia o símbolo da nossa fé. As verdades de nossa santa religião são proclamadas, uma após outra, numa inspirada e sublime síntese, Sao Miguel - Ausboug-Viena-Austria_.jpgaté completar a totalidade da única doutrina da fé: “Assim como a semente da mostarda contém num pequeníssimo grão um grande número de ramos – ensina-nos São Cirilo de Jerusalém -, da mesma forma este resumo da fé encerra em algumas palavras todo o conhecimento da verdadeira piedade contida no Antigo e no Novo Testamento” (1).
“Creio em Deus Pai todo-poderoso!” Depois desta primeira e fundamental afirmação, da qual dependem todos os outros artigos do Credo, proclamamos em seguida “o começo da história da salvação” (2): “Criador do Céu e da terra!”
O mistério da criação
Deus, Ser absoluto e eterno, não precisava de nenhuma criatura que Lhe rendesse homenagens e reconhecesse sua grandeza sem limites. Entretanto, em sua misericórdia, quis criar, não para aumentar a própria glória, intrínseca e sempiterna, mas para manifestar seu amor todo-poderoso e “comunicar sua glória” (3) aos seres por Ele criados, fazendo-os participar de sua verdade, sua bondade e sua beleza.
Uma imensa multidão de criaturas diversas e desiguais – seres visíveis e invisíveis, inteligentes ou desprovidos de razão, dispostos numa maravilhosa hierarquia – constituiu então a Ordem do universo, reflexo da perfeição adorável do Ser infinito, que só se manifestaria totalmente, na plenitude dos tempos, por seu Filho Unigênito, Jesus Cristo, o Verbo eterno encarnado.
Explica o Doutor Angélico que “todo efeito representa algo da sua causa” (4). Assim, em todas as criaturas podemos encontrar vestígios da eterna Sabedoria que as tirou do nada: nos astros que enchem as vastidões do firmamento e cujas constelações encontramse separadas, às vezes, por milhões de anos-luz; nos diminutos grãos de areia, jamais iguais entre si, que cobrem desertos e praias; na variedade assombrosa de vegetais, que vai da “erva do campo que hoje existe e amanhã é queimada” (Mt 6, 30) às seculares sequóias e jequitibás; no admirável instinto dos insetos, na fidelidade quase inteligente de um cão, na delicadeza virginal de um arminho, nos milhares de micróbios que podem pulular numa gota de água… Mas quis Deus espelhar-se sobretudo no homem, criando-o à sua imagem. E ao constituí-lo um composto de corpo corruptível e alma imortal, o tornou elo de ligação entre a matéria e o mundo espiritual.
O mundo angélico
Porém, no alto desta grandiosa hierarquia, “superando em perfeição todas as criaturas visíveis” (5), colocou Deus a natureza angélica: espíritos puros, inteligentes e capazes de amar, cheios da graça divina desde o início de sua existência, na aurora da primeira manhã da criação. Distribuídos e ordenados por Deus em nove coros (6) – Serafins, Querubins, Tronos, Dominações, Virtudes, Potestades, Principados, Arcanjos e Anjos – constituem o exército da celeste Jerusalém e

sábado, 17 de junho de 2017

O canto que brota da vida interior

AUTOR: EMÍLIO PORTUGAL COUTINHO
Um gênero de música possui, de modo especial, o misterioso dom de elevar os corações ao sobrenatural, através da santidade e delicadeza de suas formas: o canto gregoriano.
Dentre os compositores clásicos, poucos alcançaram a fama e o reconhecimento obtidos por Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791). Dotado de extraordinários dons musicais, com apenas cinco pauta.jpganos de idade começou a compor os primeiros minuetos. Sua genialidade despertou a admiração de grandes mestres, como Schubert que, após ouvir uma dessas peças musicais, exclamou: “Parece que os anjos participam com o seu canto!”.1
A obra de Mozart é muito extensa. Às dezenas de sinfonias, concertos, serenatas e óperas, é preciso acrescentar dezoito missas, quatro ladainhas, três vésperas, além de inúmeras cantatas, oratórios e outras composições sacras.
No entanto, avaliando essa vasta criação, de índole tanto religiosa quanto profana, Mozart afirmou: “Daria toda a minha obra para ter escrito o ‘Prefácio’ da Missa Gregoriana”.2
Que perfeição, esplendor e mistério há no canto gregoriano para que o afamado compositor de Salzburgo fizesse tão surpreendente afirmação?
História que se confunde com a da Igreja
Durante séculos, foi universalmente aceito que os hinos da antiga sinagoga, mais propriamente os salmos, contribuíram para a formação das raízes do canto da Igreja, visto que os Apóstolos e muitos de seus discípulos eram judeus. No entanto, em meados da década de 1990, alguns estudiosos passaram a contestar essa tese, alegando que os primeiros cristãos não utilizavam os textos dos salmos, pois estes deixaram de ser cantados nas sinagogas depois da destruição do Templo, no ano 70.3
Não é possível negar, entretanto, que os primeiros ritos cristãos incorporaram elementos do cerimonial judaico. As horas canônicas têm suas raízes nas orações hebraicas, as palavras “amém” e “aleluia” vêm do hebreu, e as três invocações canto-gregoriano.jpgdo sanctus derivam do triplo kadosh, na recitação do Kedusha.4 É, pelo menos, muito provável que tenha havido também uma influência judaica na música da comunidade proto-cristã.
De resto, pouco se conhece da história do canto sacro até fins do século VI, quando o Papa São Gregório Magno decidiu unificar toda a tradição litúrgica florescida ao longo dos séculos anteriores. Sob sua direção, um corpo de músicos e estudiosos selecionou as melodias mais convenientes para as cerimônias litúrgicas, preencheu lacunas e aperfeiçoou os cantos já existentes, “provendo, com oportunas leis e normas, a assegurar a pureza e a integridade do canto sacro”.5 O gênero musical então nascente ficou conhecido como Gregoriano, em consideração à iniciativa daquele Pontífice.
A “Schola Cantorum”
São Gregório fundou também a Schola Cantorum, na qual se ensinava e aprimorava o canto litúrgico. Muitos mosteiros e abadias mandaram religiosos para Roma, com a finalidade de aí

domingo, 26 de março de 2017

Projeto Futuro e Vida

Projeto Futuro & Vida é uma iniciativa cultural e educativa de cunho preventivo e moralizante, direcionada ao público juvenil. Proporciona aos alunos das redes de ensino, de forma totalmente gratuita, o acesso às artes cênicas e à música erudita. Paulo Eduardo Roque Cardoso
Visa despertar no jovem o senso crítico dos acontecimentos, a fim de ajudá-lo a crescer na capacidade de escolha, aumentar a autoconfiança e criatividade.
Projeto Futuro e Vida organiza periodicamente passeios e excursões, motivando os jovens a desenvolverem o respeito pela natureza, bem como o gosto pela arte e cultura, através de um ensino vivo e rico em ética, história e cidadania. Paulo Eduardo Roque Cardoso
O Projeto Futuro e Vida procura criar situações que reforcem os laços familiares, estimulando os pais a estarem presentes, com seus filhos, nas diversas atividades realizadas em nosso Centro Juvenil.
“É preciso ocupar o jovem com atividades elevadas da arte e cultura, do pensamento e das ideias sadias, pois onde há desocupação aí está o perigo. Queremos a salvação da juventude.” Mons. João S. Clá Dias, fundador.