domingo, 13 de maio de 2018

Imagens de Maria e São José choram em comunidades dos Arautos do Evangelho

Transcorridos 100 anos das aparições de Nossa Senhora em Fátima, muitos esperavam alguma manifestação sobrenatural da Mãe de Deus que confirmasse as anteriores advertências feitas em 1917 aos três pastorinhos, Lúcia, São Francisco e Santa Jacinta.
Não tendo o mundo dado ouvidos aos pedidos feitos então, era de se esperar algo que sacudisse a consciência desta humanidade pecadora e adormecida que nenhum aviso do Céu parece ser capaz de despertar.
E, se os homens não se importam com as advertências vindas do Alto, também Deus parece ter voltado as costas para este mundo, deixando que os acontecimentos corram por si, arrastando a civilização contemporânea para um futuro incerto e pouco auspicioso, em meio às convulsões do caos, das guerras e da violência.
Tal situação tem levado muitas almas a se perguntarem angustiadas se não teria Deus abandonado o mundo à sua própria sorte. Mais terrível que os estertores do caos contemporâneo é, para essas almas, esse aparente silêncio da Providência, ausentando-se do curso dos acontecimentos.
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Porém, Deus, que é o verdadeiro senhor da História, tem os seus desígnios insondáveis e espera pacientemente a hora mais adequada para intervir. Umas vezes, o faz através de fenômenos naturais, outras por meio de fenômenos sobrenaturais. É preciso, pois, estar atento aos sinais dos tempos.
As lacrimações inexplicáveis de imagens da Santíssima Virgem e de São José ocorridas na Costa Rica e na Guatemala, bem podem ser desses sinais da Providência?
Foi assim que, recentemente, no dia 25 de abril p.p, na Casa de Formação dos Arautos do Evangelho, em S. José Pinula, nas proximidades da cidade da Guatemala, cerca das 15h30 um jovem aspirante da instituição constatou com surpresa que dos olhos virginais da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima corriam abundantes lágrimas.
Imediatamente correu a chamar os seus companheiros de estudos e o superior da casa, que constataram igualmente surpresos o inexplicável fenômeno, de cuja origem sobrenatural ninguém duvidou.

De si, o fato já é completamente extraordinário. E se tivesse ficado por aqui, já seria suficiente para comover o coração de qualquer fiel. Mas os sinais do Céu não pararam.
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Também em San José, da Costa Rica, na Casa dos Arautos do Evangelho, se repetia idêntico fenômeno. Uma imagem peregrina começara a verter abundantes lágrimas.
O jovenzinho que primeiro presenciou o fenômeno foi chamar o seu encarregado, avisando-o do ocorrido. E advertiu-o de que outra imagem iria também verter lágrimas. E que na Guatemala idêntico fato ocorreria igualmente.
Ante a constatação dos fatos perguntaram a esse jovem aspirante como sabia com tanta certeza do que se estava passando. Ao que ele respondeu que era uma senhora muito bondosa que lho dizia.
Uma extraordinária lacrimação ocorreu também num quadro da Mãe do Bom Conselho no dia 26 de abril, celebração da sua festa litúrgica, também na Costa Rica, na casa dos Arautos do Evangelho, e na Guatemala uma imagem de São José verteu copiosas lágrimas.
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Na Espanha, foi uma pequenina imagem de Nossa Senhora de Fátima, adquirida no Santuário de Fátima, em Portugal, por uma menina que frequentava os programas de formação do ramo feminino dos Arautos de Evangelho, que durante a viagem de regresso verteu lágrimas de sangue.
No total, são já 11 imagens que derramaram lágrimas em abundância.
As fotos que aqui são publicadas são mais eloquentes do que qualquer discurso, pelo que deixamos por conta do perspicaz leitor a interpretação de fenômeno tão extraordinário e único na história contemporânea. Que uma imagem vertesse lágrimas, já no passado se tinha visto em não poucas circunstâncias. Mas que 11 imagens derramem lágrimas quase simultaneamente e dentro da mesma instituição é algo realmente inédito.
Nova e mais veemente advertência ao mundo, às vésperas de celebrar os 101 anos das aparições de Fátima? Mas, não é também um sinal de alento para aqueles que põem sua esperança na Mensagem de Fátima e nas promessas de triunfo do Imaculado Coração de Maria?
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Deus, manifestando-se através das imagens de sua Santíssima Mãe e de São José, não está de costas para o mundo, mas faz ouvir de forma mais veemente seus passos na História.
É o Senhor que se aproxima. Felizes daqueles a quem o seu Senhor encontrar preparados.
Por José Antonio G. Dominguez, correspondente da Gaudium Press no México. 


Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, link: http://www.gaudiumpress.org/content/94856-Imagens-de-Nossa-Senhora-e-Sao-Jose-choram-na-Casa-dos-Arautos-do-Evangelho#ixzz5Ex29Y8wa 
Paulo Eduardo Roque Cardoso
Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

41º Congresso Internacional de Meninos Cantores será realizado no Rio de Janeiro


O 41º Congresso Internacional Pueri Cantores será sediado no Rio de Janeiro - RJ, entre os dias 18 e 22 de julho de 2017. Pueri vem do latim e significa criança. É a primeira vez que a cidade recebe o congresso, que desta vez tem como tema: “Quodcumque dixerit vobis, facite”, “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5).
Ele acontecerá no Brasil, porque a Federação Nacional de Meninos Cantores do Brasil, comemora em 2017, 50 anos de existência. O atual presidente da federação nacional é o Maestro Marcos Aurélio Lischt, atual dirigente dos Canarinhos de Petrópolis, RJ.
Durante o congresso será realizado um grandioso festival de corais infantos-juvenis, internacionais e nacionais, com concertos em diversos estabelecimentos públicos e religiosos. A Arquidiocese do Rio de Janeiro está apoiando o evento.
Os últimos congressos internacionais aconteceram em Roma, na Itália, entre 2015 e 2016, em Paris, na França, em 2014, e em Washington, nos Estados Unidos, em 2013. “Além de incentivar a criação de outros coros, mostrando seu caráter evangelizador, esses congressos também têm caráter educacional e cultural. 

terça-feira, 4 de julho de 2017

A fidelidade à Santa Igreja tornou os Arautos do Evangelho uma instituição em pleno desenvolvimento no mundo inteiro.

“Sede mensageiros do Evangelho”
Quando uma nova instituição nasce na Santa Igreja a partir das graças concedidas ao fundador, este deve se apresentar aos sucessores dos Apóstolos para que o confirmem em sua missão. O fato de colocar-se sob a égide dos pastores sempre constitui um indício da autenticidade do carisma, pois o espírito de comunhão eclesial é uma constante nas obras suscitadas pelo Divino Paráclito.
Com os Arautos do Evangelho este percurso teve início em 1998, quando Mons. João Scognamiglio Clá Dias recebeu aprovação diocesana para sua nascente obra, concedida por Dom Emílio Pignoli, então Bispo de Campo Limpo, na Grande São Paulo. Favorecida pela Providência, esta semente não tardou a germinar e a estender os seus ramos, ultrapassando os limites diocesanos para alcançar numerosos países. Diante da necessidade de acolher as diversas casas de Arautos sob uma mesma realidade jurídica, a Santa Sé decidiu erigi-los em Associação Internacional de Fiéis de Direito Pontifício em data muito simbólica: 22 de fevereiro de 2001, festa da Cátedra de Pedro.
Na manhã do dia 28 do mesmo mês, São João Paulo II os acolheu com palavras que ainda hoje permanecem vivas na memória e no coração de quantos tiveram a alegria de ouvi-lo: “Sede mensageiros do Evangelho pela intercessão do Coração Imaculado de Maria”.
Este primeiro aval pontifício não foi, entretanto, isento de um cuidadoso acompanhamento por parte dos que o concederam. O sacerdote orionita Giovanni D’Ercole, à época capo ufficio da Secretaria de Estado e hoje Bispo de Ascoli Piceno, percorreu diversos países para conhecer e acompanhar de perto o desenvolvimento dos Arautos.
Atenta análise de Dom Giovanni D’Ercole
Retornando a Roma, transmitiu em seguida as observações ao fundador: “Escrevo-lhe estas linhas para lhe confiar mais alguns comentários sobre minha visita às casas dos Arautos do Evangelho nas três Américas. A perspectiva trazida pelo transcorrer dos dias vem me dando a chance de melhor avaliar alguns pontos, que tenho procurado aprofundar. Era um dos objetivos de minha viagem analisar bem de perto as diversas realidades dos Arautos do Evangelho, a fim de, se necessário fosse, dar-lhes conselhos e orientações. Por isso, apliquei minha atenção em tudo com particular empenho. […]
“Já tive oportunidade de lhe dizer em São Paulo que fiz diversas observações e procurei aconselhar a respeito de alguns assuntos, deixando uns poucos pontos para estudar melhor no futuro. […] Quero deixar também registrado que encontrei no senhor, e em geral em todos os encarregados com os quais conversei, aí e nos outros países, uma ótima disposição para aceitar minhas ponderações. Além disso, pude comprovar a vitalidade e força de expansão dessa obra a qual, em tão pouco tempo, vai se estendendo célere pelo mundo inteiro. Queira Deus que ela continue a trilhar esse caminho, e se multiplique a ponto de atingir todos os rincões do globo. […]
“Agradou-me observar, durante os dias em que estivemos juntos, a modéstia com a qual o senhor age em tudo, nunca procurando chamar a atenção sobre si mesmo. E isto me fez concluir ser esta uma das fontes das quais nascem as orientações prudentes e sapienciais para os Arautos do Evangelho no mundo inteiro”.
Florescem duas Sociedades de Vida Apostólica
Inesgotável em seus dons, o Divino Espírito Santo fez desabrochar no seio desta Associação laical vocações para o sacerdócio, inspirando dezenas de seus membros a se consagrarem a esse ministério para o serviço da Igreja. O crescimento da instituição tornou clara a necessidade deste novo ramo: o elevado número de membros e colaboradores não podia receber nenhuma assistência sacramental por parte dos consagrados, formando-se assim uma lacuna de padres animados pelo carisma.
Em inesquecível cerimônia realizada a 15 de junho de 2005 na Basílica de Nossa Senhora do Carmo, em São Paulo, os quinze primeiros presbíteros Arautos receberam a unção sacerdotal das mãos de Dom Lucio Angelo Renna, OCarm. Era o desabrochar de uma frondosa árvore que hoje conta com 159 sacerdotes e 28 diáconos dedicados ao serviço do altar e à salvação das almas.
As graças concedidas desde então pela Providência e o ingresso de grande número de vocações não tardaram a chamar a atenção de Sua Santidade Bento XVI. Em Luz do mundo, o livro-entrevista publicado em coautoria com Peter Seewald, ele declarou: “Vê-se que o Cristianismo, neste momento, também está desenvolvendo uma criatividade totalmente nova. No Brasil, por exemplo, de um lado se registra um forte crescimento das seitas, com frequência muito equivocadas, por prometerem essencialmente riqueza e sucesso exterior; por outro lado, se presencia também grandes renascimentos católicos, um dinâmico florescer de novos movimentos como, por exemplo, os Arautos do Evangelho, jovens cheios de entusiasmo por terem reconhecido em Cristo o Filho de Deus, e desejosos de anunciá-Lo ao mundo”.
Nas jovens comunidades tornaram-se cada vez mais vivas estas disposições, surgindo entre os seus membros o desejo de uma entrega completa, pautada pela prática dos conselhos evangélicos. Para isso um novo enquadramento jurídico fazia-se necessário, uma vez que a estrutura vigente, concebida para leigos, estava largamente superada.
Assim nasceu a Sociedade Clerical de Vida Apostólica Virgo Flos Carmeli, a partir do ramo sacerdotal dos Arautos, seguida pela Sociedade de Vida Apostólica Regina Virginum, constituída por sua vez pelos elementos mais dinâmicos do ramo feminino. Ambas as sociedades tiveram seus estatutos reconhecidos de modo definitivo pela Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica em 3 de fevereiro de 2010, sob os auspícios do Cardeal Prefeito, Franc Rodé.
Convencido de estar colaborando com uma obra providencial, declarou ele no dia da entrega dos decretos: “Pelo que me foi dado fazer pelos Arautos do Evangelho, posso dizer que não foi inútil a minha passagem por este dicastério”.
Dom Cláudio Hummes: Pai e pastor dos Arautos
Os contatos que os Arautos do Evangelho tiveram com Dom Cláudio Hummes começaram logo depois da aprovação, quando ele presidia a Arquidiocese de São Paulo, e se tornaram mais abundantes, calorosos e intensos ao longo dos anos.
Durante uma Missa no Seminário dos Arautos, em 20 de novembro de 2006, o Cardeal afirmou: “Foi um privilégio e uma graça muito grande que os Arautos tenham nascido na Arquidiocese de São Paulo. Lembro-me do dia em que o João (na época), hoje Pe. João, veio com seu grupo para dizer que estavam fundando a Associação de Fiéis dos Arautos do Evangelho. Assim, eles deram esse passo tão decisivo, tão corajoso e abençoado por Deus. Vocês veem hoje como Deus os abençoou, e como cresceram pelo mundo afora”.
No início da cerimônia de ordenação dos primeiros sacerdotes Arautos, presidida por Dom Lucio Renna na Basílica de Nossa Senhora do Carmo, Dom Cláudio explicou que um compromisso muito importante impedia-lhe de permanecer durante a celebração, mas salientou: “Quis vir aqui pela importância deste momento”. E acrescentou: “Esta Associação cresceu maravilhosamente. Nós todos estamos muito admirados e louvamos a Deus por este crescimento muito rápido da Associação dos Arautos do Evangelho, tanto aqui em São Paulo quanto no Brasil afora e por todo o mundo, em tantos países em que já estão presentes. Uma associação cristã de direito pontifício na qual começou a surgir também o chamado de Deus para o sacerdócio. Ontem foram ordenados cinco diáconos e, hoje, quinze diáconos serão ordenados padres. Este é um momento extremamente importante. E eu quero cumprimentar e, com vocês, agradecer a Deus por esta graça tão grande que hoje será concedida a vocês e, em vocês, à Igreja no Brasil, à Igreja no mundo”.
Na sua homilia durante a mencionada visita ao seminário, o prelado salientou: “São Paulo já dizia que a Igreja – os Apóstolos e seus sucessores – tem de saber discernir e guardar, ou seja, apoiar aquilo que é bom. Corrigir aquilo que não está bem, mas apoiar aquilo que é bom, santo e justo. A Igreja já manifestou esse apoio a vocês, aprovando-os em âmbito pontifício. Mundial, portanto. Vocês receberam essa graça da Igreja, que é esse reconhecimento. Ao mesmo tempo, é uma grande responsabilidade de serem sempre muito fiéis e saberem interpretar em que direção a Igreja vai, como podem ajudar a Igreja, como podem dar apoio às suas iniciativas, em todo lugar onde estão”.
Não fosse a falta de espaço, muitas outras palavras de paternal estímulo poderíamos recolher nestas páginas. Pois Dom Claúdio sempre foi para com os Arautos, dos primeiros momentos até a atualidade, um verdadeiro pai e pastor. (Revista Arautos do Evangelho, Julho/2017, n. 187, p. 34 à 39)

terça-feira, 27 de junho de 2017

Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguiram e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa. (Mateus 5:11)

Calúnia...
Numa aldeia da Áustria, em 1847, vivia uma pobre mulher, viúva com cinco filhinhos, e os
sustentava com seu trabalho de costura e bordado. Uma jovem costureira, chamada Ana Geisel, invejosa da muita freguesia que tinha a viúva e desejosa que a perdesse, levantou-lhe uma calúnia: espalhou que a costureira tinha uma doença contagiosa das mais repugnantes. Os fregueses deram-lhe crédito e, não recebendo mais trabalho, a viúva viu-se obrigada a pedir esmola. Mas mesmo as portas daqueles que antes a favoreciam, agora se fechavam para ela. Por ocasião do jubileu de Pio IX, naquele ano, a invejosa caluniadora confessou a verdade e fez pública retratação numa declaração firmada de próprio punho. Essa declaração, a caluniadora mandou afixar no quadro de avisos da prefeitura; além disso, enviou à viúva uma pequena indenização pelos prejuízos causados e, logo, desapareceu da aldeia para ocultar sua vergonha. Paulo Eduardo Roque Cardoso
A pobre invejada e caluniada recobrou sua antiga freguesia, e daí em diante foi sempre muito favorecida de todos.

A detração é a difamação injusta do próximo, e pode ser realizada mediante a murmuração e a calúnia.
Só se dá detração se há injustiça; quer dizer: não haverá detração se a fama sofre detrimento justamente; p. ex., age justamente quem disser ter visto tal ladrão que acaba de roubar.        
A detração pode assumir as formas de murmuração ou de calúnia.
A murmuração consiste em criticar e revelar, sem justo motivo, os defeitos ou pecados ocultos dos outros.
Quando a falta é pública, este fato tira a quem a cometeu o direito de conservar a fama; direito que, apesar de tudo, tem enquanto o seu pecado permaneça oculto. No entanto, mesmo que a falta seja pública, se não existir justo motivo, também não há razão para a crítica, pois a fama já de si deteriorada ainda mais seria desfeita. Por ex., mesmo quando for patente a corrupção ou a inaptidão de certas pessoas, não se deve fazer crítica por criticar, pois faltaria motivo justo.
A calúnia consiste em imputar a outrem defeitos ou pecados que não tem ou não cometeu.
Também se pode cometer este pecado exagerando consideravelmente os verdadeiros defeitos do próximo.     
A detração é em si pecado grave, mas admite matéria leve. A razão já foi dita: o homem tem direito estrito à sua fama e, sem causa justa, não é lícito tirá-la.
A gravidade do pecado de detração mede-se por:
Paulo Eduardo Roque CardosoA importância do divulgado.
O prejuízo causado, não só na reputação do próximo, mas ainda porque lhe causa grave perturbação e desgosto
A condição do murmurador: p. ex., uma pessoa constituída em autoridade causa mais prejuízo ao murmurar do que outra tida por leviana e pouco séria.
A condição do difamado: porque não é o mesmo dizer que um colega é um mentiroso, ou dizê-lo do professor.
Depravada é a natureza do homem. De preferência procura praticar o que é proibido, em vez de fazer o bem.
O pecado da detração é tão comum como o do furto, havendo muitos que em nenhuma consideração têm a reputação do próximo, não calculando talvez as graves consequências da detração, tanto para a vítima da mesma como para o próprio detrator.
A detração é um furto. Santo Tomás de Aquino escreve: "De duas maneiras pode o próximo ser prejudicado por obra: ou manifestamente, como acontece, quando é vítima de um roubo ou de uma outra violência aberta; ou ocultamente, como no furto, a modo de traição. De duas maneiras pode-se causar prejuízo ao próximo pela palavra de modo manifesto, pela injúria, e de modo oculto pela

segunda-feira, 26 de junho de 2017

26 de junho, dia de São Josemaria Escrivá

Josemaria Escrivá nasce em Espanha no dia 9.1.1902 e morre em Roma, a 26.6.1975. A 2 de Outubro de 1928, Deus faz-lhe ver o Opus Dei.
1902 - 1975

Biografia breve

Josemaria Escrivá nasceu em Espanha a 9 de janeiro de 1902 e faleceu em Roma a 26 de junho de 1975. A 2 de outubro de 1928, por inspiração divina, fundou o Opus Dei.

“Como é que Satanás pode expulsar a Satanás?" (Marcos 3, 20-35)

Marcos 3, 20-35
Naquele tempo, 20Naquele tempo, 20Jesus voltou para casa com os seus discípulos. E de novo se reuniu tanta gente que eles nem sequer podiam comer. 21Quando souberam disso, os parentes de Jesus saíram para agarrá-lo, porque diziam que estava fora de si.
22Os mestres da Lei, que tinham vindo de Jerusalém, diziam que ele estava possuído por Belzebu, e que pelo príncipe dos demônios ele expulsava os demônios.
23Então Jesus os chamou e falou-lhes em parábolas: “Como é que Satanás pode expulsar a Satanás? 24Se um reino se divide contra si mesmo, ele não poderá manter-se.25Se uma família se divide contra si mesma, ela não poderá manter-se. 26Assim, se Satanás se levanta contra si mesmo e se divide, não poderá sobreviver, mas será destruído.
27Ninguém pode entrar na casa de um homem forte para roubar seus bens, sem antes o amarrar. Só depois poderá saquear sua casa. 28Em verdade vos digo: tudo será perdoado aos homens, tanto os pecados, como qualquer blasfêmia que tiverem dito. 29Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo, nunca será perdoado, mas será culpado de um pecado eterno”.
30Jesus falou isso, porque diziam: “Ele está possuído por um espírito mau”. 31Nisso chegaram sua mãe e seus irmãos. Eles ficaram do lado de fora e mandaram chamá-lo.32Havia uma multidão sentada ao redor dele. Então lhe disseram: “Tua mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura”. 33Ele respondeu:
“Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” 34E olhando para os que estavam sentados ao seu redor, disse: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos. 35Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

Esclarecimento dos Arautos do Evangelho sobre campanha difamatória

Uma pergunta que necessita urgente resposta:
“A quem aproveita essa campanha difamatória?”

Tem circulado em algumas mídias sociais, de modo ilegal, vídeos privados de bênçãos de libertação feitas por sacerdotes arautos, bem como de reuniões privadas de uma comissão da mesma instituição, formada para estudar fenômenos preternaturais, dentre os quais, pretensas revelações feitas pelo maligno.

A divulgação de tais vídeos, promovida principalmente por Alfonso Beccar Varela (Filho) e Marcos Lofrese Junior, costuma vir acompanhada de títulos e comentários tendenciosos, incluindo montagens e edições, com notória inclinação difamatória e passional, não excluindo, em alguns casos, o lamentável recurso ao burlesco.

Recentemente, o senhor Alfonso Beccar Varela iniciou, também, uma campanha de arrecadação de fundos, para “ajudar economicamente com uma contribuição para ajudar a difundir” os vídeos.

Diante desse cenário, cabe uma palavra da entidade que se vê mais diretamente prejudicada por esta campanha orquestrada por motivos até agora desconhecidos: os Arautos do Evangelho.

Os Arautos do Evangelho são uma Associação Privada de Fiéis de Direito Pontifício que congrega, também, um ramo clerical (de sacerdotes e diáconos), a Sociedade de Vida Apostólica Virgo Flos Carmeli.

Por ter-se tornado notória a disponibilidade dos padres arautos para prestar auxílio espiritual nas situações mais adversas – como o atendimento de confissões sem restrição de dia ou horário, a unção dos enfermos em inúmeros hospitais e até mesmo em situações de desastres – não tardou que fiéis também passassem a vir até nós pedindo auxílio contra ações que supunham

terça-feira, 20 de junho de 2017

Quem como Deus?

AUTOR: PE. PEDRO MORAZZANI ARRÁIZ, E.P
18Os anjos foram dotados por Deus de inteligência perfeitíssima e, no entanto, pecaram, revoltando-se contra seu Criador. Mistério do mal... São Miguel, por sua fidelidade, recebeu em prêmio a missão de proteger a Santa Igreja.
Todos os domingos, um incontável número de fiéis no orbe católico canta ou recita durante a celebração da sagrada Eucaristia o símbolo da nossa fé. As verdades de nossa santa religião são proclamadas, uma após outra, numa inspirada e sublime síntese, Sao Miguel - Ausboug-Viena-Austria_.jpgaté completar a totalidade da única doutrina da fé: “Assim como a semente da mostarda contém num pequeníssimo grão um grande número de ramos – ensina-nos São Cirilo de Jerusalém -, da mesma forma este resumo da fé encerra em algumas palavras todo o conhecimento da verdadeira piedade contida no Antigo e no Novo Testamento” (1).
“Creio em Deus Pai todo-poderoso!” Depois desta primeira e fundamental afirmação, da qual dependem todos os outros artigos do Credo, proclamamos em seguida “o começo da história da salvação” (2): “Criador do Céu e da terra!”
O mistério da criação
Deus, Ser absoluto e eterno, não precisava de nenhuma criatura que Lhe rendesse homenagens e reconhecesse sua grandeza sem limites. Entretanto, em sua misericórdia, quis criar, não para aumentar a própria glória, intrínseca e sempiterna, mas para manifestar seu amor todo-poderoso e “comunicar sua glória” (3) aos seres por Ele criados, fazendo-os participar de sua verdade, sua bondade e sua beleza.
Uma imensa multidão de criaturas diversas e desiguais – seres visíveis e invisíveis, inteligentes ou desprovidos de razão, dispostos numa maravilhosa hierarquia – constituiu então a Ordem do universo, reflexo da perfeição adorável do Ser infinito, que só se manifestaria totalmente, na plenitude dos tempos, por seu Filho Unigênito, Jesus Cristo, o Verbo eterno encarnado.
Explica o Doutor Angélico que “todo efeito representa algo da sua causa” (4). Assim, em todas as criaturas podemos encontrar vestígios da eterna Sabedoria que as tirou do nada: nos astros que enchem as vastidões do firmamento e cujas constelações encontramse separadas, às vezes, por milhões de anos-luz; nos diminutos grãos de areia, jamais iguais entre si, que cobrem desertos e praias; na variedade assombrosa de vegetais, que vai da “erva do campo que hoje existe e amanhã é queimada” (Mt 6, 30) às seculares sequóias e jequitibás; no admirável instinto dos insetos, na fidelidade quase inteligente de um cão, na delicadeza virginal de um arminho, nos milhares de micróbios que podem pulular numa gota de água… Mas quis Deus espelhar-se sobretudo no homem, criando-o à sua imagem. E ao constituí-lo um composto de corpo corruptível e alma imortal, o tornou elo de ligação entre a matéria e o mundo espiritual.
O mundo angélico
Porém, no alto desta grandiosa hierarquia, “superando em perfeição todas as criaturas visíveis” (5), colocou Deus a natureza angélica: espíritos puros, inteligentes e capazes de amar, cheios da graça divina desde o início de sua existência, na aurora da primeira manhã da criação. Distribuídos e ordenados por Deus em nove coros (6) – Serafins, Querubins, Tronos, Dominações, Virtudes, Potestades, Principados, Arcanjos e Anjos – constituem o exército da celeste Jerusalém e

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Panamá busca famílias para acolherem os peregrinos da JMJ

AUTOR: GAUDIUM PRESS

Panamá – Cidade do Panamá (Quarta-feira, 14-06-2017, Gaudium Press) Na contagem regressiva da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) do Panamá que ocorrerá em janeiro de 2019, a organização local busca famílias de acolhida para as centenas de peregrinos que se reunirão no multitudinário evento católico.
“As famílias de acolhida representem uma grande contribuição para a JMJ. Nestes espaços onde os peregrinos têm um contato direto com a cultura do país que lhes acolhe, e a família se nutre de uma nova cultura e criando um vínculo com os peregrinos e fazendo sua família maior no Senhor. A paróquia é a responsável de coordenar os alojamentos e será a encarregada da distribuição dos peregrinos às famílias de acolhida”, explicam a partir da Arquidiocese do Panamá.
Várias são as responsabilidades que tem estas famílias; principalmente oferecer aos peregrinos um espaço seguro e limpo para seu descanso, compartilhar momentos em família na chegada e na saída, vigiar que o peregrino esteja bem de saúde e atuar diante de algum problema que apresente.
“Para mais informações aproxime-se de sua Paróquia ou a mais próxima de sua residência, onde lhe ampliarão como pode ser parte desta grande experiência como família de acolhida para a Jornada Mundial da Juventude 2019”, disse a Arquidiocese do Panamá.
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Costa Rica acolherá os “Dias nas Dioceses”
A organização da JMJ Panamá 2019 anunciou também que os “Dias nas Dioceses” ou “Pré-Jornada” -que ocorrem na semana prévia ao encontro mundial- ocorrerão nas Dioceses do país vizinho Costa Rica.
Esta iniciativa, que nasceu desde a JMJ que se celebrou em Paris em 1997, é uma ocasião para que os jovens se encontrem uns dias antes em preparação ao grande evento nas Dioceses próximas à cidade anfitriã. Esta será a primeira vez que um país diferente ao que organiza a Jornada realizará os “Dias nas Dioceses”.
Será uma oportunidade para compartilhar a Fé, as tradições religiosas e a missão da mesma Igreja, segundo comentou o Padre Miguel Adrián Rivera, diretor nacional da Comissão Nacional da Pastoral Juvenil de Costa Rica e encarregado da “Pré-jornada”, que foi entrevistado pela ACI, e adiantou que estão levando a cabo as primeiras reuniões com cada uma das Dioceses costarricenses que acolherão aos jovens.
A Arquidiocese de São José e as Dioceses de Alajuela, Limón, San Isidro de El General, Tilarán, Cartago, Ciudad Quesada e Puntarenas, serão as que acolherão as centenas de peregrinos para os “Dias nas Dioceses”.
“Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra” é o tema que o Papa Francisco escolheu para a JMJ Panamá 2019, que ocorrerá entre os dias 22 a 27 de janeiro desse ano.
“Panamá os espera com o coração e os braços abertos para compartilhar a Fé, para sentir-nos Igreja, contribuindo cada um com sua riqueza étnica e cultural nesta grande festa espiritual, onde mostraremos ao mundo o rosto jovem de uma Igreja Católica em saída, disposta a anunciar a alegria do Evangelho aos distantes, aos excluídos, aos que se encontram nas periferias existenciais e geográficas”, foram as palavras que dirigiu Dom José Domingo Ulla Mendieta aos jovens peregrinos do mundo, quando deu a conhecer a data do evento mundial. (EPC)

sábado, 17 de junho de 2017

O canto que brota da vida interior

AUTOR: EMÍLIO PORTUGAL COUTINHO
Um gênero de música possui, de modo especial, o misterioso dom de elevar os corações ao sobrenatural, através da santidade e delicadeza de suas formas: o canto gregoriano.
Dentre os compositores clásicos, poucos alcançaram a fama e o reconhecimento obtidos por Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791). Dotado de extraordinários dons musicais, com apenas cinco pauta.jpganos de idade começou a compor os primeiros minuetos. Sua genialidade despertou a admiração de grandes mestres, como Schubert que, após ouvir uma dessas peças musicais, exclamou: “Parece que os anjos participam com o seu canto!”.1
A obra de Mozart é muito extensa. Às dezenas de sinfonias, concertos, serenatas e óperas, é preciso acrescentar dezoito missas, quatro ladainhas, três vésperas, além de inúmeras cantatas, oratórios e outras composições sacras.
No entanto, avaliando essa vasta criação, de índole tanto religiosa quanto profana, Mozart afirmou: “Daria toda a minha obra para ter escrito o ‘Prefácio’ da Missa Gregoriana”.2
Que perfeição, esplendor e mistério há no canto gregoriano para que o afamado compositor de Salzburgo fizesse tão surpreendente afirmação?
História que se confunde com a da Igreja
Durante séculos, foi universalmente aceito que os hinos da antiga sinagoga, mais propriamente os salmos, contribuíram para a formação das raízes do canto da Igreja, visto que os Apóstolos e muitos de seus discípulos eram judeus. No entanto, em meados da década de 1990, alguns estudiosos passaram a contestar essa tese, alegando que os primeiros cristãos não utilizavam os textos dos salmos, pois estes deixaram de ser cantados nas sinagogas depois da destruição do Templo, no ano 70.3
Não é possível negar, entretanto, que os primeiros ritos cristãos incorporaram elementos do cerimonial judaico. As horas canônicas têm suas raízes nas orações hebraicas, as palavras “amém” e “aleluia” vêm do hebreu, e as três invocações canto-gregoriano.jpgdo sanctus derivam do triplo kadosh, na recitação do Kedusha.4 É, pelo menos, muito provável que tenha havido também uma influência judaica na música da comunidade proto-cristã.
De resto, pouco se conhece da história do canto sacro até fins do século VI, quando o Papa São Gregório Magno decidiu unificar toda a tradição litúrgica florescida ao longo dos séculos anteriores. Sob sua direção, um corpo de músicos e estudiosos selecionou as melodias mais convenientes para as cerimônias litúrgicas, preencheu lacunas e aperfeiçoou os cantos já existentes, “provendo, com oportunas leis e normas, a assegurar a pureza e a integridade do canto sacro”.5 O gênero musical então nascente ficou conhecido como Gregoriano, em consideração à iniciativa daquele Pontífice.
A “Schola Cantorum”
São Gregório fundou também a Schola Cantorum, na qual se ensinava e aprimorava o canto litúrgico. Muitos mosteiros e abadias mandaram religiosos para Roma, com a finalidade de aí

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Qual o intuito do Sr. Andrea Tornielli ao atacar os Arautos do Evangelho? Criar um cisma na Igreja?

São Paulo – Brasil (Sexta-feira, 16-06-2017, Gaudium Press) Quem lê os artigos e livros do prestigioso vaticanista, Sr. Andrea Tornielli, pode regozijar-se com a recordação da figura pitoresca de um camaleão. Assim, suas publicações registram uma arguta capacidade de adaptar-se ao ambiente em que se encontra, para desenvolver a sua atividade: soube sorrir para João Paulo II, afagar o pontificado de Bento XVI e, ao mesmo tempo, preteri-lo discretamente,

segunda-feira, 15 de maio de 2017

NOVO LIVRO SOBRE AS APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA, POR MONS. JOÃO CLÁ DIAS

Depois de difundir milhares de exemplares de seu livro “A Aurora do Terceiro Milênio”, em varias línguas, Mons. João S. Clá Dias, EP homenageia a Virgem de Fátima com mais uma publicação: “Por fim, meu Imaculado Coração triunfará!”
Em seu incansável zelo apostólico e desejo de fazer o bem às almas, Mons. João – Fundador e atual Superior Geral dos Arautos do Evangelho e da Sociedade Clerical de Vida Apostólica Virgo Flos Carmeli – nos convida a aproximarmos de Maria Santíssima através desta publicação, louvando-A pelo seu aparecimento, em Fátima, há 100 anos atrás.
O livro poderá ser adquirido através do e-mail: lumen.sapientiae@arautos.com.br